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Febre amarela silvestre: reemergência de transmissão no estado de São Paulo, Brasil, 2009* / Yellow fever: reemerging in the state of São Paulo, Brazil, 2009

Mascheretti, Melissa(in memorian); Tengan, Ciléa H; Sato, Helena Keiko; Ribeiro, Ana Freitas; Suzuki, Akemi; Souza, Renato Pereira de; Maeda, Marina; Brasil, Roosecelis; Pereira, Mariza; Tubaki, Rosa Maria; Wanderley, Dalva M V; Fortaleza, Carlos Magno Castelo Branco.
Bepa - Boletim Epidemiológico Paulista; 12(137): 3-16, maio 2015. mapas, tab, graf
Artigo em Português | Sec. Est. Saúde SP, SESSP-CTDPROD, Sec. Est. Saúde SP, SESSP-CVEPROD, Sec. Est. Saúde SP | ID: ses-36335
Descrever a investigação do surto de febre amarela silvestre e as principais medidas de controle realizadas no estado de São Paulo.

MÉTODOS:

Estudo descritivo do surto de febre amarela silvestre na região sudoeste do estado, entre fevereiro e abril de 2009. Foram avaliados casos suspeitos e confirmados em humanos e primatas não humanos. A investigação entomológica, em ambiente silvestre, envolveu captura em solo e copa de árvore para identificação das espécies e detecção de infecção natural. Foram realizadas ações de controle de Aedes aegypti em áreas urbanas. A vacinação foi direcionada para residentes dos municípios com confirmação de circulação viral e nos municípios contíguos, conforme recomendação nacional.

RESULTADOS:

Foram confirmados 28 casos humanos (letalidade 39,3%) em áreas rurais de Sarutaiá, Piraju, Tejupá, Avaré e Buri. Foram notificadas 56 mortes de primatas não humanos, 91,4% do gênero Alouatta sp. A epizootia foi confirmada laboratorialmente em dois primatas não humanos, sendo um em Buri e outro em Itapetininga. Foram coletados 1.782 mosquitos, entre eles Haemagogus leucocelaenus, Hg. janthinomys/capricornii, Sabethes chloropterus, Sa. purpureus e Sa. undosus. O vírus da febre amarela foi isolado de um lote de Hg. leucocelaenus procedente de Buri. A vacinação foi realizada em 49 municípios, com 1.018.705 doses aplicadas e o registro de nove eventos adversos graves pós-vacinação.

CONCLUSÕES:

Os casos humanos ocorreram entre fevereiro e abril de 2009 em áreas sem registro de circulação do vírus da febre amarela há mais de 60 anos. A região encontrava-se fora da área com recomendação de vacinação, com alto percentual da população suscetível. A adoção oportuna de medidas de controle permitiu a interrupção da transmissão humana em um mês, assim como a confirmação da circulação viral em humanos, primatas não humanos e mosquitos. Os isolamentos facilitaram a identificação das áreas de circulação viral, mas são importantes novos estudos para esclarecer a dinâmica de transmissão da doença...(AU)
Biblioteca responsável: BR91.2
Localização: BR91.2aP
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