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Entre políticas públicas e experiências sociais: impactos da pesquisa etnográfica no campo da saúde mental e suas múltiplas devoluções / Between public policies and social experiences: impacts of ethnographical research in the field of mental health and its multiples devolutions

Maluf, Sônia Weidner; Andrade, Ana Paula Müller de.
Saúde Soc; 26(1): 171-182, jan.-mar. 2017.
Artigo em Português | LILACS | Mar 2017 | ID: biblio-962498
Resumo: Resumo O retorno ou devolução da pesquisa etnográfica não é um tema novo na antropologia e pelo menos desde os anos 1990 tem sido foco de análise e debate. A intenção deste artigo é, partindo do princípio de que são muitas as formas possíveis de devolução, retorno ou restituições da pesquisa etnográfica no campo da saúde, discutir o aspecto específico dessa devolução no caso de pesquisa feita no âmbito da atuação do Estado e das políticas públicas, ou seja, em que o campo de pesquisa é o próprio Estado. Os dados analisados advêm de uma pesquisa etnográfica desenvolvida por uma equipe de pesquisadoras/es desde 2006, que tem como foco fazer uma reflexão sobre as intersecções entre gênero, saúde e aflição a partir de uma abordagem do chamado "campo da saúde mental". O foco da análise aqui apresentada é o contexto da reforma psiquiátrica no Brasil e duas dimensões da pesquisa desenvolvida nesse contexto: uma antropologia das políticas em saúde mental; e uma antropologia nas políticas públicas em saúde mental. As análises desenvolvidas apontam para a importância de confrontar as políticas públicas com as experiências sociais a fim de garantir uma avaliação qualitativa das próprias políticas públicas. Além disso, demonstram que a contribuição da antropologia vai além de instrumentalizar a aplicação dessas políticas, já que auxilia na construção de instrumentos teóricos e etnográficos para se repensar sua lógica interna.
Abstract The theme of return or devolution of research in anthropological research is not recent, and since the 1990s is a focus of analysis and debates. The aim of this article is, recognizing that are several forms of devolution, return or restitution of ethnographical research in the field of health, to discuss the specificity of this devolution in the case of the research in the sphere of public policies and the State. The data analyzed come from an ethnographic research conducted by a team of researchers since 2006, which focuses on a reflection on the intersections between gender, health, and distress from an approach of the "mental health field". The context of our approach is the process of Psychiatric Reform in Brazil and two dimensions of the research: an anthropological of the policies of mental health, in their dimensions of gender; and an anthropology in the public policies, as integrant of the politics of deinstitutionalization of mental health in the state of Santa Catarina, Brazil. The analyzes show the importance of confronting public policies with social experiences in order to guarantee a qualitative evaluation of public policies themselves. Moreover, they demonstrate that the contribution of anthropology goes beyond instrumentalizing the application of such policies since it contributes in the construction of theoretical and ethnographic instruments to rethink the internal logic of such policies.
Biblioteca responsável: BR67.1