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Atenção Primária à Saúde

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Como estruturar um roteiro de discussão de casos e trabalho integrado entre o NASF e as eSF?

| Segunda Opinião Formativa | 26 Jan 2015 | ID: sof-16865
Resposta:

O Guia de Matriciamento em Saúde Mental sugere que todo o profissional que faz matriciamento considere um roteiro para discussão de casos clínicos com as equipes apoiadas. (1) As discussões de caso entre o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e as equipes de Saúde da Família (eSF) são extremamente importantes para o aumento da resolubilidade e integralidade da Atenção Básica∕Atenção Primária à Saúde (ABS∕APS), para a otimização de fluxos entre diferentes profissionais e serviços que constituem o SUS e, para a educação permanente das eSF. Apresentaremos, a seguir, duas propostas de roteiros adaptados para estruturar a discussão de caso entre NASF e eSF.

Roteiro 1 (1):
a) Registro do motivo do matriciamento;
b) Informações sobre a pessoa, a família e o ambiente: configuração familiar (sugere-se o uso do genograma), vida social (como a participação em grupos, em instituições e rede de apoio social) e, situação econômica;
c) Problema apresentado no atendimento pela pessoa ou família: opiniões dos envolvidos, incluindo a equipe que realiza o acompanhamento, e sua história clínica (fator desencadeante, manifestações sintomáticas, evolução);
d) Estratégias e ações já desenvolvidas pelo usuário e pela eSF na oferta de cuidado;
e) Resultados já alcançados e não alcançados, mas esperados, pela equipe e usuário/família;
f) Definição do plano terapêutico de maneira conjunta entre NASF e eSF e, sempre que possível, integrando o usuário/família envolvidos.

O roteiro 2, mais simplificado, poderá ser utilizado da seguinte forma (2):
a) Solicitar à equipe um resumo do histórico (o que está acontecendo? Qual o problema ou necessidade?) e das estratégias e ações já desenvolvidas – o que já foi feito na tentativa de resolver o problema?;
b) Questionar à equipe o que mais poderia ser feito no caso em questão (o que mais se pensa em fazer?);
c) Colocar novas possibilidades de ações para o cuidado a partir do olhar específico das categorias profissionais do NASF (como atendimentos específicos dos profissionais do NASF, atendimentos realizados pela própria eSF após discussão de caso com o NASF, atendimentos conjuntos entre um profissional do NASF e um profissional da eSF, visitas domiciliares, encaminhamento para grupos, reuniões na comunidade, ações intersetoriais, etc.);
d) Definir com a eSF as ações que serão desenvolvidas (que ações desenvolveremos? Quem ficará responsável? O que será necessário? Qual o nosso prazo?);
e) Aproveitar o momento para discutir questões gerais sobre a problemática do caso em questão (sempre que você ver isso, considere ou observe ou experimente…), buscando aumentar a capacidade da eSF para lidar com a situação levantada.